.período fértil




quero bagunçar teu cabelo até amortecerem meus dedos, ou você me esmurrar, roxinho a mais roxinho a menos, tanto faz, meu corpo é e está repleto de marquinhas, mais especial seria não provinda de tombo, mas de você.
quero brincar de quem é mais cruel em banco amarelo de aeroporto em dia de 45°C negativos, ficar de orgulho bobo até faltar 5 minutos, daí dog perdoa a gente, redimidos voltamos para casa, aquela que vamos chamar de nossa. nada de despedidas doloridas.
quero apostar corrida num campo habitado por mamíferos coloridos... no fim, vou te mostrar meus batimentos cardíacos, dentro de mim, você vai ver, sangue vivo, oxigênio fluorescente, tão rápido ele é levado e, levado de novo e de novo e de novo e de novo, que o barulho é alto demais, mas eu tampo os seus ouvidos quando chegar o momento em que tudo será insuportavelmente leve, pesado, quente e frio, não se tem o que falar pra descrever, nessa hora tudo fica branco em mim e em você.


[mar'08]





eu sou a pessoa errada na hora certa.
ou seria a certa na hora errada?

sou também aquela pessoa que não mexe o café imediatamente ao retirá-lo da máquina, sou a pessoa que dá bronca quando você aguarda um afago.
sou a pessoa que quando menos se espera, faço um carinho, pego no colo, dou um sorriso inesperado. ofereço uma flor, dou um beijo carinhoso, olho no fundo dos olhos até perder o fôlego.

mas também sou aquela pessoa que imagina como seria ter chegado aos 30 anos com alguém ao lado.
como seriam os dias, o acordar e dormir ao lado de alguém que me fizesse feliz. me causasse suspiros, sorrisos, vontades, loucuras.. alguém pra quem, se eu pudesse, daria o mundo.



... a pessoa errada?





.preciso arrumar esse layout aqui.
.preciso arrumar meus pensamentos.
.preciso arrumar minha vida.





.oh how simple life is.




um dia você vai aprender a relaxar. deixar eu bagunçar seu cabelo como se ninguém tivesse olhando, ou melhor, como se você mesma não se importasse com isso. e achar até graça nessa minha criancice. vai sorrir e dizer que adora esse meu jeito criança, essa coisa que eu tenho de não me levar a sério, e dizer que tudo dá certo no final. e é isso mesmo, é assim que eu sou, e é assim que eu quero que você seja.

leve. que se leve tranquilamente.
imagino um dia ensolarado, nós em algum parque, você de branco [como fica linda de branco, meu Deus...], eu com um vermelho qualquer, ou verde, já que é minha cor favorita da estação. deitadas na grama, pensando no futuro, ou falando bobagens.. até mesmo sem dizer nada [nossa especialidade in loco, já que nossa vida não nos permite isso cotidianamente. então quando isso pode ser botado em prática, nos valemos até a exaustão. sem cansar. pois a linguagem do olhar nunca se cansa pra quem se gosta tanto.], continuamos nos olhando, sem pensar em nada, nem querer saber o que a outra tá pensando.

te olho de outra maneira, pois você está de outra maneira. mais quieta, centrada, madura. e eu admiro isso. você teve seu tempo de mudanças, aprendizados, e ainda está vivendo isso. e meu respeito silencioso só faz ter mais certeza que é você que eu quero pra acordar do meu lado nos dias que virão. seja verão, ou não.

aprendi a aproveitar o dia ao seu lado. querer acordar cedo [ou nem tão cedo assim, vá lá.. finais de semana nunca começam às 8 da manhã, 11 tá de bom tamanho..] e ver o sol, as pessoas em movimento, uma praia com brisa no rosto..

coisas simples, até. eu acho.
poder passear conversando trivialidades, eu tomar o meu indefectível café, e você sua coca-cola. e, mais tarde, nosso sagrado sushi, e de acompanhamento os olhos nos olhos, como sempre. os sorrisos se enfrentando pra ver qual dos dois demora a aparecer, e, por fim, o resto da vida, o começo dos planos, o sincero sendo o carro-chefe desse relacionamento que desde sempre tinha e teve todos os indícios de que iria dar certo.

e nesse ano de montanhas-russas, intensidades, sofrimentos, amadurecimentos, términos, voltas, revoltas, tivemos o melhor resultado da temporada. a tranquilidade, sinceridade e simplicidade ao lado uma da outra.


o amor é simples. viu?
as pessoas que complicam tudo.
.
.





_i wanna know what i'm thinking, what i'm feeling...



chove lá fora nessa tarde/noite de quarta-feira. mas, como sempre, a cidade não pára. nunca pára.
seja chuva, sol, vento, frio.

e hoje o dia tem um significado amargo pra mim. assim como a chuva fria que cai lá fora.
dia de separações. mais uma vez. mais do mesmo. só que dessa vez é o ponto final que a gente tanto evita nessas relações quando a gente gosta muito. e nunca quer o ponto final. e ae fica colocando reticências, ponto-e-vírgula. e nunca o ponto.

hoje é dia de colocar ponto final.

eu não sei porque, mas os filmes tristes de amor me fizeram ficar com a impressão que dias chuvosos são dias de se pensar no amor perdido. aquela cena clássica de se olhar pela janela, lá no infinito, deixar a cabeça ir longe, e derramar lágrimas.
talvez de tristeza. ou de solidão. e tem as piores, de decepção.

foram essas as que eu derramei hoje.
lágrimas que considero serem as piores, pois tristeza pode ser de saudade. e saudade é algo bom. indica que pelo menos deve ter alguém chorando as mesmas lágrimas que você em algum lugar. solidão é ruim, mas pelo menos você chora por si só.

quando é de decepção, você sente a lágrima um pouco mais amarga. tenta engolir o "bolo" que se forma na garganta, mas parece que ele fica mais amargo. e insiste em permanecer te amargando [e amargurando]. as lágrimas descendo e te amargurando. tudo.
você começa a pensar no quanto você foi legal. e onde foi que errou pra merecer isso. e todas as coisas que você planejou para aquela pessoa. e vê isso desaparecendo, no mesmo ritmo da gota escorrendo no vidro da janela.. vê as lembranças, as coisas boas, o andar de mãos dadas pela rua, os cafés na cama, os cafunés até pegar no sono, cada detalhe.. cada "eu te amo e quero passar o resto da vida com você" passam pela sua frente, na velocidade da gota caindo.

até a hora que tudo se esvai.
inclusive suas lágrimas.
e seu fôlego.

retomo, ergo a tão cabisbaixa cabeça, olho pra frente e penso no quanto o meu amor-próprio é grande.
e na minha carreira, que ultimamente anda melhor do que nunca.
e principalmente nos amigos. que sempre me dão colo até quando não preciso.

abro o guarda-chuva e atravesso a rua. e deixo lá, na calçada, as lágrimas e as lembranças.
boas, mas que precisam do ponto final.

e, com isso, a chuva cessa.





_[you COULD be happy..]

pela primeira vez na vida, tenho odiado ser "experiente".
digo no quesito idade, somado às devidas experiências decorrentes, cada uma em seu tempo, no seu espaço certo.
de repente, a tal da injustiça começa a me fazer de refém. me deixa louca, com uma garrafinha de água, fritando pela casa de tanto pensar. e tentar achar soluções.

por quê tem que ser assim? tão doloroso sempre?
o "sempre quase" não cansa de mim?


o que eu quero, e é o pensamento ao qual me apego, é que, se chegamos até aqui, o resto dá pra aguentar.
ou não?
cairemos no dilema eterno de 5 mil km de distância e uma década de diferença?

.
o risco de se envolver é diretamente proporcional ao sofrimento que vem pela frente.

ou seja, você já sabe que o "tomar no cu" é item de série.


_tso: "you could be happy", snow patrol.

"you made me happier than I'd been by far
somehow everything I own smells of you"...

tá foda. não aprendo nunca?





cada dia que passa aprendo mais sobre injustiça e diferenças. que o mundo pode te dar algo bom e depois resolver tirar. que quando você menos imagina, o "sempre quase" aparece de novo. e ri da sua cara. e te diz que você deve seguir em frente. sem sofrer. sem demonstrar dor. nem ao menos poder se lamentar. "mas você já fez isso, não aprendeu ainda? tá na hora". e é a hora que você se depara com tilápias na pia. tilaPIA.
[ok, poesia concreta agora não, obrigada]

29 anos se passam e eu continuo em frente. mudanças. muitas. a roomie vai casar e eu fui no show do nouvelle vague. que, por sinal, encheu meu coração de sons bons. tive um insight incrível, lembrei dos meus ótimos tempos de musicista, sorri o show inteiro, vi a aniversariante do dia [sempre linda, sempre o sorriso lindo, e dessa vez em versão decote killer].
mergulhei no trabalho, que tem melhorado cada dia mais, botei na cabeça que vou emagrecer 10kg [sim, DEZ] até o final do ano, me fechei pra algumas coisas, parei de falar tanto pra poder pensar melhor.

e ainda penso na menina ruiva do melhor sorriso do mundo, o cafuné mais tranquilo e, quem sabe, minha "salvação" pra essa vida perdida.
de quem ainda tem muito o que escrever.


"adianta que isso é você, e você não pode ser outra pessoa."
frase da pessoa que mais cuida de mim, pra ver se eu CONSIGO me entender.
porque eu sou assim e sempre serei. tenho que conviver comigo, né?

tso: "in a manner of speaking", nouvelle vague. é, às vezes a gente fica sem palavras mesmo. como nesse tempo todo sem escrever aqui, de felicidade. e as palavras voltam. e não é de felicidade.




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